Em um estudo sobre BPM (gestão dos processos de negócio), a consultoria Gartner listou um conjunto de sete fatores não ligados à tecnologia, mas que precisam estar no radar dos CIOs que quiserem obter sucesso nesse tipo de projeto.
De acordo com Bill Rosser, relator do estudo e vice-presidente do Gartner, a adequação a essas questões tende a se traduzir em uma melhor rentabilidade dos projetos e em um aumento do interesse das áreas de negócio em adotar o BPM.
A seguir, acompanhe os pontos que o especialista considera essenciais em um projeto para gestão dos processos de negócio:
1. Escopo limitado – Para resultados melhores, comece menor, aconselha Rosser. Na prática, ele acredita que em vez de um grande projeto de BPM, as empresas devem separá-lo em pequenas iniciativas, com escopo limitado e que possam ser implementadas em curto prazo – de dois a três meses.
Além de ser mais fácil de implementar, o projeto menor permite uma análise mais apurada de resultados.
2. Alto valor – Os projetos para melhoria na performance dos negócios precisam ser priorizadas de acordo com as próprias necessidades de cada empresa. Isso porque, só uma pequena fração de todos os processos da organização são percebidos como algo fundamental para os resultados gerais da companhia.
3. Alinhamento claro de objetivos – Outro parâmetro a considerar para a seleção dos processos que precisam ser priorizados é o alinhamento com os objetivos ou estratégias das unidades de negócio ou divisões da organização. Isso porque, se o BPM trouxer uma contribuição direta para atingir um resultado estratégico, isso tende a fazer com que toda a empresa enxergue o projeto de forma positiva, afirma Rosser.
4. As métricas adequadas – Só com as ferramentas certas de análise as companhias podem ter a certeza de que o BPM trouxe os resultados esperados. As definições e as análises precisam ser divulgadas, entendidas e aceitas pelo resto da organização, destaca o Gartner. Além disso, a consultoria informa que os dados de performance precisam ser comparados com resultados anteriores, para facilitar a visualização das melhorias.
5. Envolvimento da organização – Todos os executivos envolvidos em um processo precisam trabalhar juntos para definir quais as melhorias esperadas de performance. Apesar disso parecer simples e óbvio, não é díficl encontrar projetos nos quais os envolvidos têm visões diferentes sobre os objetivos, relata o vice-presidente do Gartner.
6. Ter os interlocutores certos - Para que o projeto siga da forma adequada e consiga o apoio das diversas áreas da organização é necessário eleger um profissional com capacidade de entusiasmar as pessoas como o divulgador da iniciativa. De acordo com o Gartner, deve-se escolher para essa posição alguém que vá ser diretamente beneficiado pela iniciativa e consiga vender a ideia e encorajar tanto a equipe de TI quanto as áreas de negócio envolvidas no projeto de BPM.
7. Engajamento dos usuários - Por fim, a consultoria aponta que as pessoas que no dia-a-dia estão envolvidas com os processos que serão afetados pelo BPM contribuem de forma relevante para o sucesso, ou o fracasso, das iniciativas. Para tanto, elas devem ser informadas de quais as perspectivas de que isso melhore seu trabalho e se sintam parte do projeto.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Brasil é 6º no uso de TI entre países em desenvolvimento
De acordo com a edição 2010 do ranking Connectivity Scorecard, estudo da London Business School patrocinado pela Nokia Siemens, o Brasil ocupa a sexta posição entre os países em desenvolvimento que mais utilizam TIC (tecnologia da informação e comunicações).
O País ganhou duas posições em relação a último levantamento, mas está atrás dos vizinhos Chile (3º) e Argentina (4º). De acordo com o estudo, o Brasil pode ser considerado apenas mediano na penetração e no uso da mobilidade e da banda larga, mas tem desempenho relativamente bom em relação à utilização de computadores pessoais.
Na área de governo eletrônico, no entanto, o Brasil tem um dos melhores desempenhos mundiais, se equiparando às nações desenvolvidas. Nesse quesito, o estudo leva em conta níveis de gastos com hardware, softwares e serviços, além das maneiras como a tecnologia é utilizada.
A nação em desenvolvimento com melhor desempenho foi a Malásia, seguida pela África do Sul. Dentre os países desenvolvidos, os Estados Unidos aparecem em primeiro lugar no estudo.
O País ganhou duas posições em relação a último levantamento, mas está atrás dos vizinhos Chile (3º) e Argentina (4º). De acordo com o estudo, o Brasil pode ser considerado apenas mediano na penetração e no uso da mobilidade e da banda larga, mas tem desempenho relativamente bom em relação à utilização de computadores pessoais.
Na área de governo eletrônico, no entanto, o Brasil tem um dos melhores desempenhos mundiais, se equiparando às nações desenvolvidas. Nesse quesito, o estudo leva em conta níveis de gastos com hardware, softwares e serviços, além das maneiras como a tecnologia é utilizada.
A nação em desenvolvimento com melhor desempenho foi a Malásia, seguida pela África do Sul. Dentre os países desenvolvidos, os Estados Unidos aparecem em primeiro lugar no estudo.
Benefícios e tendências das redes sem fio
Nos últimos anos, estamos vivenciando uma grande revolução na forma de nos comunicarmos. O telefone celular nos coloca próximos uns dos outros como nunca estivemos antes. As tecnologias de redes sem fio já são amplamente utilizadas em locais públicos como aeroportos e restaurantes, bem como em empresas, hospitais e escolas, possibilitando o amplo acesso a Internet e a dados armazenados, sem necessidade de custosas infraestruturas de cabos de cobre ou fibra óptica. As redes sem fio podem proporcionar um impulso incrível no processo de inclusão digital, uma vez que tornam possível o acesso em banda larga a baixo custo não só em grandes centros, mas principalmente em locais não atendidos pelas concessionárias públicas (cidades do interior, bairros menos favorecidos, ambientes rurais, etc.). Uma das tecnologias de redes sem fio, conhecida como Wireless Local Area Network – WLAN, muitas vezes chamada de Wi-Fi, é destinada ao uso em redes locais. Foi padronizada pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers – IEEE através do grupo 802.11 e seus subgrupos 802.11a/b/g. Trata-se de um sistema de comunicação de envio de dados através do uso de radio freqüência. A WLAN proporciona os mesmos benefícios das tradicionais tecnologias de redes, com a vantagem de ser dinâmica e não estar embutida em paredes ou enterrada, como em redes com fio, permitindo sua expansão na mesma velocidade da empresa. Redes wireless apresentam uma série de vantagens sobre redes cabeadas:
1) Mobilidade: os usuários de redes wireless podem se conectar às redes disponíveis, para por exemplo, obter acesso a Internet e se locomover livremente por toda a área de alcance da estação base enquanto permanecem conectados;
2) Flexibilidade: adicionar usuários a uma WLAN é apenas uma questão de configurar os computadores. Em ambientes onde é necessária alteração constante de layout das máquinas, redes wireless proporcionam agilidade para modificações sem o dispendioso trabalho de passar novos cabos, conectorizar tomadas e patch panels (painéis de conexão);
3) Facilidade de instalação: a conexão de prédios separados por rios ou rodovias pode se tornar uma grande dor de cabeça para o projetista, devido às dificuldades impostas pelo meio, além dos gastos onerosos na contratação de uma concessionária para o fornecimento de um link de dados. Redes wireless, por sua vez, facilmente vencem esse obstáculo com simples instalações de antenas apropriadas. Em prédios históricos, as redes wireless podem ser a alternativa perfeita para a preservação do patrimônio;
4) Economia: os preços de equipamentos sem fio estão caindo drasticamente, ao mesmo tempo em que as velocidades de transmissão estão aumentando. O uso de wireless LAN para interligar dois prédios, por exemplo, apresenta custo de instalação da ordem de quatro a cinco mil reais de investimento e não demandam custos mensais. Links WAN ou linhas de fibra alugadas chegam a custar, facilmente, mil reais por mês. Apesar das vantagens, redes WLAN também exigem cuidados. Como usam sinais de rádio para transmitirem e receberem informações, as WLAN são relativamente desprotegidas de interferências de sinais externos, fazendo-se necessário o estudo adequado do ambiente para uma definição correta das antenas e rádios. Além disso, deve-se implantar rigorosos métodos de segurança, a fim de garantir a entrega dos dados sem corrupção ou interceptação da informação transmitida. Rede sem fio, portanto, dá a seus usuários a oportunidade de se manterem mais tempo conectados e, conseqüentemente, mais produtivos, reduzindo custos de instalação e manutenção, além de alcançar locais de difícil acesso.
1) Mobilidade: os usuários de redes wireless podem se conectar às redes disponíveis, para por exemplo, obter acesso a Internet e se locomover livremente por toda a área de alcance da estação base enquanto permanecem conectados;
2) Flexibilidade: adicionar usuários a uma WLAN é apenas uma questão de configurar os computadores. Em ambientes onde é necessária alteração constante de layout das máquinas, redes wireless proporcionam agilidade para modificações sem o dispendioso trabalho de passar novos cabos, conectorizar tomadas e patch panels (painéis de conexão);
3) Facilidade de instalação: a conexão de prédios separados por rios ou rodovias pode se tornar uma grande dor de cabeça para o projetista, devido às dificuldades impostas pelo meio, além dos gastos onerosos na contratação de uma concessionária para o fornecimento de um link de dados. Redes wireless, por sua vez, facilmente vencem esse obstáculo com simples instalações de antenas apropriadas. Em prédios históricos, as redes wireless podem ser a alternativa perfeita para a preservação do patrimônio;
4) Economia: os preços de equipamentos sem fio estão caindo drasticamente, ao mesmo tempo em que as velocidades de transmissão estão aumentando. O uso de wireless LAN para interligar dois prédios, por exemplo, apresenta custo de instalação da ordem de quatro a cinco mil reais de investimento e não demandam custos mensais. Links WAN ou linhas de fibra alugadas chegam a custar, facilmente, mil reais por mês. Apesar das vantagens, redes WLAN também exigem cuidados. Como usam sinais de rádio para transmitirem e receberem informações, as WLAN são relativamente desprotegidas de interferências de sinais externos, fazendo-se necessário o estudo adequado do ambiente para uma definição correta das antenas e rádios. Além disso, deve-se implantar rigorosos métodos de segurança, a fim de garantir a entrega dos dados sem corrupção ou interceptação da informação transmitida. Rede sem fio, portanto, dá a seus usuários a oportunidade de se manterem mais tempo conectados e, conseqüentemente, mais produtivos, reduzindo custos de instalação e manutenção, além de alcançar locais de difícil acesso.
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